Querido Deus,
Hoje eu acordei pela manhã e vi o Sol brilhando. Então me lembrei de quanto o Senhor me ama. Muito obrigada.
Querido Deus…
17 segunda-feira jan 2011
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17 segunda-feira jan 2011
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13 quarta-feira out 2010
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amigos, Blog, brasileiros, Campos do Jordão, conversar, critério, exame, layout, namorado, Português, portugueses, prova, vestibular
Dentro do carro, a caminho do primeiro dos meus exames (vestibulares), o Oral de Português, olhei pro relógio e lá estava uma hora “parelhada”. Fechei os olhos e orei pedindo calma pra ir bem na prova. Acabei chegando lá com mais de uma hora de antecedência, então meu pai e eu fomos tomar sorvete. Voltamos ao local do vestibular, e pro meu cartaz repleto de fotos de Campos do Jordão não voar, fiquei no carro revisando minha pesquisa.
12 segunda-feira jul 2010
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abraçar, amar, amigos, amor, Augusto Branco, Blog, chorar, comentários, decepção, erros, felicidade, fotos, insignificante, insubstituível, música, paixão, perder, perdoar, prioridades, saudade, vencer, vida, viver
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.
Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!
Viva!!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito para ser insignificante.”
07 quarta-feira abr 2010
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1850, amigos, Austrália, Ballarat, bonnet, brasileiros, chapéu, cidade cenográfica, crinolina, escrever, Globo, gorro, Javascript, Mansão de Werribee, Melbourne, museu, novela, roupas, slideshow, Sovereign Hill, viagem no tempo, Victoria, Wordpress
Minha Sexta-Feira Santa foi comemorada num parque de Ballarat, uma cidade a uns 80km de Melbourne. Sovereign Hill é, na verdade, “um museu ao ar livre” que recria a vida Australiana na época da descoberta do ouro, em meados* de 1850. Desde a arquitetura do lugar até as roupas que o pessoal veste, tudo te leva numa viagem no tempo! Como diria minha mãe, dá a sensação de que estamos na cidade cenográfica duma novela da Globo!
Eu nunca fiz segredo de que queria ter nascido em qualquer época que não fosse a nossa, rs. Sou absolutamente encantada pela história, costumes e principalmente pelas roupas de épocas passadas e estar naquele lugar, com os amigos e família, foi realmente um sonho. Sabem como eu dizia que a Mansão de Werribee (que também remete a tempos passados) era meu lugar preferido no mundo inteiro? Pois então, o título agora passou pra Sovereign Hill!
Além das muitas risadas que essa turma de brasileiros nos garante, o dia foi fantástico porque eu tive a chance de realizar dois dos meus sonhos: sentar e escrever com “pena” e tinta (tudo bem que não era pena de verdade, mas pelo menos era a antecessora das canetas tinteiro atuais!) e de usar aqueles vestidões de época, com direito a crinolina e até mesmo um bonnet, aquele chapéu/gorro que as ladies da época usavam! Sentar naquela escola antiga, com professora que usava a palmatória, escrevendo “eu amo o Brasil” à tinta… foi fantástico. Poder vestir aquela roupa linda, ficar balançando pra lá e pra cá pra ver minha saia parecendo um sino e tirar foto à caráter com toda a minha família… foi ainda melhor! :)
Então agora vocês já sabem: se estiverem a passeio aqui no meu estado – Victoria, na Austrália – e planejarem conhecer Melbourne, vale a pena fazer um desvio até Ballarat. Sovereign Hill é parada obrigatória!
(Em breve um vlog só mostrando o parque; por hora fiquem com algumas fotos! Ah! Resolvi experimentar o slideshow, ferramenta nova aqui do WordPress. Mas pra conseguir visualizá-lo é preciso ir para essa página e ter JavaScript. Se vocês não conseguirem ver as fotos, deixem um comentário que aí eu coloco uma galeria mesmo…)
*Em honra do meu amigo culto que usa “em meados” nas frases mais simples do dia-a-dia! (E tudo bem que isso é uma hipérbole, mas mesmo assim! Rs.)
Brenda Nepomuceno
23 terça-feira mar 2010
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amigos, amor, Austrália, bras, Brasil, Carolina Martins, carta, casa, família, Inglês, mãe, Orkut, paraíso, Rio de Janeiro, saudade, TPM, viagem, vida
“Não tenho muita certeza se contei isso aqui no blog, mas acho que sim! Claro que não consigo me lembrar de tudo que já bloguei, mas me esforço… Bem, do que estou falando? Desde que cheguei aqui, ia conversando com as pessoas e elas sempre me diziam, em sua maioria, que depois de um ano as coisas melhoram, que a gente se acostuma e começa a ter uma vida diferente, se sentindo ‘em casa’… Especialmente os brasileiros, que sempre quiseram me animar e destacar as vantagens e (des???) vantagens de viver fora do Brasil… Digo vantagens e vantagens porque é assim mesmo que soa aos meus ouvidos: ‘viver aqui é tudo de bom’!
Longe de mim ser uma pessoa ingrata, cega ou até mesmo mal agradecida, em relação à tudo que a vida tem me proporcionado (quem lê meu blog sabe o quanto falo bem de tudo por aqui, até mais que deveria, eu acho…), mas a verdade é uma só: NÃO PASSA! Estou comemorando (será mesmo?) um ano e meio de Austrália! Moro numa casa legal (beeeemmm legal, acredite!), num bairro lindo (coisa de filme), numa cidade maravilhosa (nada à ver com o Rio de Janeiro, mas maravilhosa) e quando as pessoas lêem, ou ouvem isso, ou sabem disso de alguma forma, sempre imaginam um verdadeiro paraíso na Terra!
Estou cansada de receber recados, e-mails, comentários, de gente achando que viver aqui é o melhor que se pode ter no mundo, uma vida de ‘glamour’ como brincam alguns ou de viagens, como perguntam outros, ainda hoje: ‘E a viagem, como está?’ Que viagem, meu Deus do Céu??????? Não estou fazendo turismo, gente; tenho vida real como todo mundo! Tenho que lavar, passar, cozinhar, trabalhar, fazer dieta e exercícios, como todas as pessoas normais! E ainda tenho que fazer tudo isso em Inglês, tentando entender e me fazer entender diariamente, tentando ter certeza de que estou dizendo (e ouvindo) a coisa certa até pra comprar uma coisa besta no supermercado!
E o pior de tudo isso: temos que conviver com essa saudade insuportável, essa coisa apertada na garganta cada vez que a gente vê uma foto no Orkut, cada vez que recebe uma carta ou e-mail de alguém que você ama, cada vez que fica sabendo de um problema que você sequer poderia resolver se estivesse lá perto, mas poderia abraçar as pessoas e dizer o quanto se importa, mesmo não podendo fazer absolutamente nada! Não passa… Definitivamente, não passa… A vontade de estar perto à cada aniversário de uma pessoa importante pra você, em dias de festas especiais ou feriados, em ocasiões que você realmente sente um buraco dentro do peito, um rombo no estômago, um sentimento quase incontrolável que faz você repensar no porquê de estar tão longe… sabe uma sensação de pensar ‘eu quero voltar pra casa???’
Não quero desanimar ninguém que está vindo pra morar, nem estudar, ou o que seja; apenas gostaria que as pessoas soubessem como muitos de nós nos sentimos longe da família, dos amigos, da nossa vida! E dizer àqueles que, como eu, estavam esperando ‘passar’, que a gente se acostuma sim, que a vida continua sim, que as coisas acontecem sim, mas é preciso saber viver com a falta de coisas e pessoas insubstituíveis na vida da gente… Têm dias que a deprê chega forte, que o choro fica insistindo em saltar de dentro da gente e que a TPM piora anos-luz! Hahahahaha! E aprender à conviver (e controlar!) isso tudo é que é o VERDADEIRO DESAFIO de morar no exterior… Sem dúvida alguma, quando eu for embora daqui, a maior conquista não terá sido um super Inglês, um curso legal, uma posição melhor ou um salário gigante… Terá sido, sem nenhuma dúvida, um caráter menos frágil e um domínio próprio mais crescidinho, sem achar que o mundo roda porque estou nele! E viva o crescimento interior!!!”
CAROLINA MARTINS
Texto da minha própria mãe, no blog dela. A única coisa que posso acrescentar é que ela não só me deu à luz como me passou o amor pela escrita. Mas quanto ao resto… não tem como adicionar nenhuma única palavra para tornar esse texto mais verdadeiro! :S
Brenda Nepomuceno
16 terça-feira fev 2010
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#FearlessTourinMelbourne, amigos, Australian Open, óculos, bandeira, Brasil, cantora, câmera, chuva, country, cowboy, Fearless Tour, Fearless Tour Book, fila, fotos, inesquecível, ingressos, iPod, maquiagem, post, Rod Laver Arena, roupas, sentar, show, Taylor Swift, University of Melbourne, vlog, You Belong With Me
Você sabe que vai ser um dia daqueles quando chega na fila do show, vê o cartaz anunciando sua cantora preferida e seu coração dispara. Você sabe que vai ser um dia daqueles quando já dentro do estádio, só esperando pra sua porta abrir, a ficha finalmente cai de que você está no show que achou que jamais assistiria na sua vida. Você sabe que vai ser um dia daqueles quando toma chuva na fila. Você sabe que vai ser um dia daqueles quando vai sozinha a um mega evento só porque não o perderia por nada nesse mundo. Você sabe que vai ser um dia daqueles quando coloca as palavras “eu” + “show” + “Taylor Swift” na mesma frase. É, foi definitivamente um dia daqueles…. inesquecíveis! :)
Ano passado já tinha sido absolutamente ridícula a quantidade de meninas de vestidinho + bota country + cabelo cacheado na fila do show, já que é raríssimo ver alguém assim por aqui. Esse ano elas estavam marcando presença novamente. Mas o que dominou foi a quantidade de gente com a camisetinha feita à mão do clipe de “You Belong With Me” - alguns (sim, não estou me referindo só as meninas porque vi até um cara vestido assim lá!) até mesmo com os óculos fundo de garrafa! Essa menina da foto, por exemplo, eu juro que não é a própria Taylor. Até porque não faria o menor sentido ela estar esperando na fila do próprio show. Mas parecia. Muito. E aí tinha o outro extremo: vestidos de paetê. Inteirinhos, só pra copiar aquele modelinho que a Taylor tem um de cada cor, sabe? E eu que fiquei me preocupando em estar exagerando na minha produção… Tsk, tsk! Pelo menos dessa vez acertei em não fazer chapinha (suor de show = cabelo igual ao leão do comercial do Seda) e usar uma maquiagem altamente não-borrável: blush + gloss + muito, muito, mais muito rímel mesmo. Saí do show da mesma forma que cheguei lá. (E sim, o fato de ter que ficar sentada o tempo todo pra não atrapalhar o povo nas fileiras de trás também ajudou muito, mas não vem ao caso, rs.)
Realizado na Rod Laver Arena, a sede do Australian Open, com capacidade para 15 mil pessoas, o show teve seus ingressos esgotados na primeira semana de vendas. A procura foi tão grande que decidiram fazer mais um show logo no dia seguinte – este também foi esgotado em uma semana. Mil vezes melhor no que diz respeito a conforto, organização e estrutura do que o lugar onde a Taylor se apresentou ano passado. É claro que numa arena dessas eu não consegui ficar grudadinha no palco, nem a vi de pertinho ou consegui fazer vídeos com uma ótima qualidade de imagem e som (som principalmente). Por outro lado, não peguei uma fila gigante e poderia muito bem ter chegado lá faltando dez minutos pra começar porque minha cadeira numerada estaria lá me esperando de qualquer jeito, não fiquei suada (até porque tive que ficar sentada o tempo inteirinho porque aquele bando de gente besta não conseguia enxergar e ficava reclamando, ao invés de ficar de pé também, toda vez que eu levantava. Irritante é pouco.) e tive uma ótima visão daquele palco absurdamente fantástico, em todo seu esplendor e glória.
Exagerei por causa do trauma de ter pegado a fila lá no final no show do ano passado e acabei chegando lá muito mais cedo do que precisava. O lado bom é que assim tive tempo de notar muitas coisas, filmá-las (new vlog coming soon!) e me divertir horrores. Horrores, eu digo, na medida do máximo que uma pessoa que vai sozinha a um show desses consegue se divertir. (E não, dessa vez não foi culpa minha – eu já tenho amigos aqui, amigos que até iriam comigo num show da Taylor… se eles não fossem tão lerdos e não chegassem pra comprar os ingressos só depois deles estarem esgotados!) Babei no cowboy miniatura que chegou lá acompanhado do seu irmão cowboy-adolescente (nem um pouco de se jogar fora, rs!) no mesmo trem que eu peguei; ri horrores ao perceber que pra cada cinqüenta mulheres na fila havia 0.5 homem; babei nas menininhas super minúsculas que estavam lá cantando as músicas da Taylor enquanto a porta não se abria; conversei muito com o meu iPod – ele tem câmera, entendam! – e gastei meu dinheiro com um assalto de comida cara ao invés de comprar meu livro da Fearless Tour. Dessa vez levei minha bandeira Brasileiríssima, na esperança de ser um diferencial, algo que me faria ser notada… mas não deu em nada. Até porque eu não conseguia ficar segurando a câmera que filmava com uma mão, a que tirava fotos com a outra e a bandeira – ainda não tenho três braços. Ainda. :P
Eu poderia ou escrever um post gigantesco com tudo o que tenho pra falar e publicá-lo só daqui a alguns dias quando finalmente conseguisse terminá-lo ou poderia dividí-lo em partes para ir compartilhando tudo com vocês pouco a pouco. Pensei que vocês prefeririam a segunda opção, considerando que amanhã já faz uma semana que fui ao show e ainda não escrevi nada aqui. Milhões de desculpas (a escola está me levando à loucura, mas é tudo por uma boa causa – University of Melbourne aqui vou eu!) e a próxima parte eu publico amanhã!
Brenda Nepomuceno
19 quinta-feira nov 2009
Posted in Austrália, Diário, Filmes e TV
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adaptação, Alice Cullen, amigos, Austrália, Bella Swan, casamento, chorar, Crepúsculo, Cristo Redentor, Cullen, Dakota Fanning, depressão, Edward Cullen, estréia, ingressos, Jacob Black, Kristen Stewart, livro, Lua Nova, Mansão de Werribee, New Moon, Rio de Janeiro, spoilers, Sydney Impressiona, Twilight, Volterra, Volturi
É, FICOU UM POST ENORME. MAS O ASSUNTO VALE A PENA! ;)
Interrompendo a Semana “Sydney Impressiona” (mas não se preocupem porque ainda faltam alguns posts), eu tive que vir contar sobre “Lua Nova”! Uma das muitas vantagens de morar na Austrália é viver no futuro. Embora a maioria dos filmes leve meses pra chegar aqui (e não me pergunte o por que – permanece um mistério pra mim até hoje!), grandes estréias mundiais como a sequência do blockbuster “Crepúsculo”, chegam aqui na data – se não antes, como foi o caso desta vez. Noite passada foi a pré-estréia do filme, meia-noite do dia 19. Fantástico, é o que tenho a dizer. Mas não foi só o que eu assisti, nem o lugar em que foi exibido ou as pessoas com quem eu estava que tornaram aquele num dia inesquecível… foi a minha própria burrice.
Simples assim: compramos ingressos para a sessão especial da meia-noite, na Mansão de Werribee – na verdade, uma sessão dupla: primeiro uma reprise de Twilight às 21:00h e então New Moon às 00:01h – ao ar livre, sob as estrelas, com aquele prédio maravilhoso ao fundo. Acordei toda empolgada, só pra blogar, me arrumar e sair. Pois bem, peguei um trem, encontrei minha amiga e fomos juntas até lá, só pra descobrirmos, quando faltavam 15 minutos pros portões abrirem, que eu, burra, tinha esquecido os ingressos em casa. Aham, podem acreditar. E tínhamos levado uma hora e meia pra chegar lá. Pânico total, muitas ligações pra minha mãe e um belo chororô depois, pegamos um táxi de volta pra minha casa, pegamos os ingressos e voltamos pra lá. E tudo só pra descobrir que só estávamos com um par de ingressos. Aham, drama total. Cinco minutos tentando convencer a mulher do portão de que tínhamos os ingressos (só que em casa :S) e ela finalmente nos deixou entrar, nem dez minutos após o início do primeiro filme – o Edward nem tinha aparecido pela primeira vez ainda! :D
*A PARTIR DAQUI, SPOILERS SOBRE O FILME. QUER SER SURPREENDIDO NA ESTRÉIA? ENTÃO PULE ESSA PARTE!*
Assistir o primeiro filme foi ótimo pra relembrar, considerando que eu só tinha assistido uma vez antes (é, prefiro mil vezes os livros), mas “Lua Nova” foi um show à parte, desde bem no comecinho, quando aparece uma lua dourada maravilhosa, que vai gradualmente sendo obscurecida pra mostrar o título. Fantástico. Fiquei surpresa ao ver a Bella correndo em Volterra logo no primeiro segundo de filme – mas é claro que era só um dos sonhos dela. Essa sequência tem uma vibe bem mais feliz, com a Kristen Stewart falando como uma pessoa viva, e não aqueles sussurinhos roucos do primeiro, até mesmo quando ela está em depressão. Aliás, minha decepção foi perceber que só dez minutos tinham se passado quando a festa de aniversário da Bella começou – o que é, claro, seria sucedida pela tragédia da Saga, quando o besta do Edward vai embora. Achei que iria morrer de chorar quando ele falasse “eu prometo que esta é a última vez que você me verá”, mas os (quase) soluços vieram mesmo algumas cenas depois, com a protagonista deprimida, sentada na janela, enquanto a câmera gira e os meses – “Outubro”, “Novembro”, “Dezembro” – aparecem na tela, ao som da narração da própria Bella.
Um dos melhores aspectos do filme, na minha opinião, é que ela, na verdade, passa o filme inteiro narrando a história através de e-mails (que incluem a frase mais triste do filme – “a ausência dele está em todos os lugares que eu olho. É como se um buraco enorme tivesse sido cavado no meu peito.”) que ela manda para a Alice. É, isso não existe no livro, eu sei. Aliás, muita coisa não é fiel ou tão bem retratada quanto no original – e é provavelmente por isso que amei essa adaptação, já que odeio aquele livro depressivo. Uma das coisas é o próprio Jacob e o relacionamento dele com a Bella. No filme, ele é menos “nem aí”, sarcástico e muito mais vulnerável, como um menino de 16 anos mesmo, do que no livro, o que o torna muito mais apaixonável. Eu, que detestava ele, acho que não só gosto como o entendo agora. Acho que às vezes é preciso experimentar pra entender…
Ele e a Bella ficam muito mais grudadinhos, quase se beijando várias vezes. E embora isso (quase) faça com que ela pareça muito sem vergonha, acho que no filme é muito mais claro como ela não está exatamente incentivando ele… Pelo menos, não tanto. Tudo bem, estou defendendo a Bella – que milagre! Mas dá pra compreender todo mundo muito melhor agora, pelo menos é o que eu acho. Não sei se foram as mudanças no filme ou em mim, mas que eu consigo me identificar muito mais agora, isso é verdade.
Embora tenha uma duração de duas horas, “Lua Nova” parece contar a história toda com muita pressa, o que fez com que algumas alterações imprescindíveis acontecessem. Como deu pra ver no trailer, ela não só ouve como vê o Edward toda vez que se coloca em perigo; a melhor cena do livro, quando eles voltam da Itália no avião e ela acha que está sonhando, não existe; e muitos outros detalhezinhos. Mas eles compensaram.
A Dakota Fanning no papel da Jane é absolutamente fantástica, com uma autoridade e (uma falta de) expressão absurdas. Quando a Bella se afoga e está lá boiando, o Edward aparece boiando também, com um braço tocando sua amada, na cena mais impressionante do filme inteiro. O confronto dos Cullen com os Volturi (que são todos fantásticos, na verdade) é muito melhor do que no livro, com a Bella implorando pra dar sua vida no lugar do amado dela. O Edward, quando liga pra saber se ela tinha morrido mesmo, aparece na frente de uma janela de cara pro Cristo Redentor, no Rio. E é claro, a última cena do filme, quando ele a pede em casamento, é o final perfeito. Fiquei perdidamente apaixonada por tudo, tudo mesmo! :D
*OS SPOILERS ACABAM AQUI.*
Resumindo, “Lua Nova” é mil vezes melhor que “Crepúsculo” e todo mundo deveria conferir na primeira sessão possível! :D
Brenda Nepomuceno
06 sexta-feira nov 2009
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amigos, chuva, coração, felicidade, hábito, história, Lua, mendigo, mundo, obrigação, pais, ruas, Sol, solidão, vida
Há algum tempo atrás, numa aldeia, morava uma pequena mendiga. Seus pais haviam morrido quando ela tinha apenas seis anos de idade. Órfã desde então, sem outros parentes a quem recorrer, a garotinha passara a viver sozinha nas ruas, mas não absolutamente sem companhia. Ainda tinha dois grandes e inseparáveis amigos, mesmo sendo tão pobrezinha – o Sol e a Lua. A menina conversava com eles o tempo todo. Nos dias chuvosos, ela permanecia quieta, triste por não ter seu amigo a seu lado, mas assim acabou fazendo amizade com os pingos de chuva também. Seguiu sendo desse jeito até o fim de sua vida.
Um dia, os habitantes da aldeia encontraram-na morta na calçada onde costumava dormir. Alguns disseram ter sido o frio rigoroso daquele inverno que arrebatara a vida dela. O fato é que ninguém nunca soube mesmo o que aconteceu. A história dessa pobre mendiga só continua a ser contada por causa dos cobertores onde ela estava enrolada. Neles havia o desenho de um Sol, uma Lua e um coração…
Para o Sol, aquilo não mudava nada; brilhar era apenas sua obrigação. Para a Lua, aparecer no céu à noite era um hábito. Mas para aquela mendiga fez a diferença, tornando sua curta existência numa vida feliz.
Muitas vezes, algumas de nossas atitudes habituais podem impactar as pessoas sem que percebamos. Algo que fazemos constantemente pode ser a chave para mudar a vida de outra pessoa. Por isso, que todos os dias ao acordarmos, nos prontifiquemos a fazer o melhor até nas mais simples tarefas diárias. Este pode ser o primeiro passo a mudar a história de alguém e, por conseqüência, o mundo.
Brenda Nepomuceno
03 terça-feira nov 2009
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Adriana Gonçalves, amigos, audiência, Blog, Blogger, blogosfera, comentar, crescer, Diário, diversão, divulgar, Dudu Soares, e-mail, escrever, Facebook, imaginação, Inglês, leitores, ler, mãe, MyBlog, Orkut, Português, propaganda, Taylor Swift, Thiago Mendonça, Twitter, virtual, Wordpress
Há uns dias atrás, o Dudu Soares (e “transimentando” um pouco o Thiago Mendonça) me perguntou sobre como é que fiz pro meu blog virar o que é (não que seja grande coisa… mas pelo menos você está lendo nesse momento!). Achei interessante e resolvi saldar as dúvidas não só dele, mas de outras pessoas que estejam começando a se entrosar na “blogosfera” há pouco tempo.
Vale ressaltar que meu blog não é nenhum sucesso absurdo de audiência, que o que eu fiz funcionou pra mim, que ninguém é igual a ninguém e que, embora alguns blogs se esforcem demais pra crescerem, não crescem, ao passo que outros, como o da minha mãe, não fazem nem força e explodem de visitas. É a vida! ;)
Lembrando disso, segue o que eu fiz:
1. (Provavelmente a coisa mais importante de todas:) Criei um blog no WordPress.
Vai por mim, já rodei por vários sites de hospedagem grátis e nenhum é tão bom. Apesar de que em sites como o MyBlog e o Blogger há maior liberdade de layout (é mais personalizável do que aqui, onde pra mudar é preciso entender bem CSS), é no WordPress que você encontrará os melhores layouts prontos. Sem aquela cara de pobre ou de amador, existem pra todos os gostos. Este é também o mais fácil de todos de mexer; não tem mágica, é muito bem explicadinho. Mais um benefício é que trata-se de uma hospedagem internacional, o que demonstra um pouco mais o quão bom o provedor é. Hoje em dia ele já pode ser encontrado totalmente em Português, o que facilita muito mais (na época que eu entrei, só havia em Inglês).
2. Desisti de ter um “diário virtual”, ao pé da letra.
Venhamos e convenhamos: a menos que você seja uma celebridade ( e ainda assim olhe lá; as celebridades brasileiras no Twitter, em sua maioria, por exemplo, são muito irritantes de se seguir, de tão entediantes), ninguém vai ter o menor interesse no que você comeu, onde foi e o que fez naquele dia – exceto talvez pelos seus pais, um ou outro namorado possessivo ou algum louco que esteja te perseguindo. É muita prepotência escrever sobre o seu café da manhã e achar que merece ter um blog bem freqüentado, e eu levei tempos pra cair na real. Não que não se possa contar sobre algo legal e interessante (ênfase no interessante, por favor) – muito pelo contrário. Mas é claro que as pessoas terão mais o que ler e comentar se você tiver um assunto bom sobre o qual escrever. Escritores de plantão, ponham a caneta (ou o teclado, nesse caso) pra funcionar e não tenham medo de publicar seus textos!
3. Divulguei (e ainda divulgo!) que nem louca.
Aliás, é pra isso que o Twitter existe, não? Se não tem uma conta lá, faça hoje mesmo! Ha ha ha. Brincadeira, não é só pra isso. Mas que ajuda muito a divulgar, isso ele ajuda. Toda vez que posto algo aqui, por exemplo, coloco o link lá e a maioria dos meus amigos vê instantâneamente. Falando em amigos, aceite o fato de que alguns dos seus melhores amigos simplesmente não vão comentar/ler sempre (ou nunca!). Aprenda a ser aberto a isso e não levar como uma crítica à sua capacidade de escrever (embora algumas pessoas devessem considerar essa possiblidade, ha ha ha). Aos poucos, você conhecerá outras pessoas que se interessam e se identificam com as coisas que você posta e serão esses os seus melhores leitores. Pra fazer mais propaganda, vale tudo: medidas extremas como alugar um megafone e sair anunciando o endereço pela escola, ou coisas mais simples como divulgar no Orkut, Facebook, e-mail e até mesmo em videoblogs. Só tome cuidado pra não virar o Sr. Chato Insuportável Só-Porque-Só-Sabe-Criar-Spam-Divulgando-Seu-Blog!
4. Respondo aos comentários que recebo, seja no próprio post ou por e-mail.
Num belo dia, a Adriana Gonçalves encontrou um post meu que falava da Taylor Swift, comentou, eu respondi e foi daí que fiz uma das melhores amizades que já tive, sem contar que foi através dela que conheci a maior parte dos meus melhores amigos/leitores, que estão aqui comentando fielmente em praticamente todos os posts. O legal de responder no próprio post é que daí surgem ótimas discussões e todo mundo pode expressar suas opiniões. Eu tento sempre responder aos comentários e também por e-mail, se for a primeira vez que a pessoa comenta por aqui. Assim, elas se sentem encorajadas a voltar mais vezes.
5. Divirto-me!
O blog é, afinal, um lugar pra expressar o que passa pela sua cabeça, é um pedacinho de você mesmo nesse mundo virtual, que hoje em dia é quase tão real, se não mais, do que o mundo fora dos computadores. Divirta-se, escreva porque ama fazer isso e não porque se sente obrigado só por ter um blog, conheça novas pessoas, troque idéias, expanda seus horizontes. Desabafe, mas não faça de cada post uma reclamação constante, debata, intrigue-se, descubra. Cada ser humano é um mundo, cada blog também. A sua imaginação é o limite! :)
Brenda Nepomuceno