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alma, amor, cantar, chorar, Contos de fadas, coração, ego, Einstein, esperar, família, filosofar, gênio, história, lágrimas, literatura, música, Príncipe Encantado, professor, promessas, tempo, tristeza, utopia, vida
O melhor professor que ele tivera em toda sua vida era um gênio auto-proclamado que se comparava ao grande Einstein, apesar de sua matéria ser Literatura. O aluno perdoava-lhe o ego, entretanto, por causa do conhecimento extenso que o professor tinha nas mais variadas áreas, o que tornava as aulas muito mais interessantes. Inúmeras vezes a matéria era transformada em discussões mais filosóficas, mais profundas e cativantes, que demonstravam que aquela chamada “arrogância” nada mais era, na verdade, do que o auto-reconhecimento de sua capacidade intelectual.
Numa dessas aulas, o professor questionou os alunos acerca do que eles julgavam ser o bem mais precioso em suas vida. Um por um os alunos foram respondendo e, como esperado, as respostas mais comuns foram “amor” e “família”. Quando chegou a vez daquele rapaz que admirava tanto seu mestre, ele não pôde dizer outra coisa que não fosse concordar com a opinião de seus colegas. “Realmente, acho que o amor e a família, ou o amor da família, pela família, é o que mais importa. Mas… muitas vezes acabamos sem ter tempo pra demonstrar esse amor – e nem me refiro a pessoas ocupadas demais pra dedicar tempo ao que realmente é importante. Algumas mães, por exemplo, dão à luz a bebês que nem sobrevivem ao parto… Houve o amor, mas não houve o tempo pra desfrutar dele. Acho que assim, então, o tempo é o bem mais precioso”.
Naquele momento, o mestre e o aluno descobriram ter divagações filosóficas em comum. Embora acreditasse que não havia uma resposta certa ou errada, o professor confessou que pensava da mesma maneira; que também valorizava o intervalo da vida onde podemos sentir o amor muito mais do que o próprio sentimento.
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Cercada por contos de fadas e pela esperança de um Príncipe Encantado ela crescera, só pra descobrir a parte do romance que os livros de sua infância não haviam contado: o tal do coração partido. Não foram poucas as vezes em que ela chorara mais pela brevidade da história do que pela tristeza das promessas quebradas.
Apesar de não ter discutido em uma aula filosófica sobre como o tempo pra amar talvez seja mais importante do que o amor em si, ela aprendeu a pensar da mesma maneira. Enquanto ele analisava a importância do tempo, num lugar distante ela sentia essa importância na pele.
Mesmo sem pensar mais profundamente nesse tema, em seu inconsciente ela já havia entendido tudo. “Acho que muitas pessoas se preocupam em descobrir se o amor é real ou não – e eu mesma fiz isso por muito tempo - mas agora que eu já experimentei e posso dizer que ele não é simplesmente uma utopia, acho que o que resta a encontrar é o amor em sua forma duradoura.” Foi por isso que, sem razão aparente, ela esperou por tanto tempo.
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Anos mais tarde, quando a vida já os trouxera um ao outro, ele relembrou o dia em que o tão admirado professor concordara com sua opinião. E emocionando ainda mais sua namorada com palavras tão sinceras e verdadeiras, ele completou: “Tudo o que eu mais quero, pra nós, é tempo.”
Em meio ao pranto, tudo no que ela conseguia pensar era uma melodia: “I’d like to have the time I lost and give it back to you”. E por incrível que pareça, aquela era a música que há tanto tempo ela ansiava cantar pra pessoa que a faria entender que cada uma das lágrimas que ela derramara havia sido, na verdade, para lhe dar mais tempo de lavar sua alma e a deixar vazia… pro tempo preenchê-la com um amor de verdade.
Brenda Nepomuceno
Talvez você não entenda o sentido dessas palavras mas, ‘obrigada por extrair, mesmo incoincientemente, o que há preso em mim’. ;)
De nada, querida! ;)
puxa, achei o máximo as divagações sobre o tempo, tudo que duas pessoas que se amam querem é passar tempos juntas, para sentir o amor, demonstrar o amor, serem um.
gostei muito do teu blog menina, não quero ser um lisonjeador sem conteúdo e análise crítica, mas eu me derreti quando li seus posts. existem tantas palavras para descrever minhas emoções agora, mas não vou cansa-la com isso, deixo o silêncio falar, e voce usar sua imaginação para tal…
parabéns pelo post.
Olá, Edson!
Muito obrigada pela visita e pelas palavras gentis! Fico sempre lisonjeada quando alguém demonstra tanta empolgação com o que eu escrevo!
Espero que você se sinta à vontade pra voltar sempre que puder! :)
Beijinhos.
so uma coisa comentar… pensamentos mutuos a essa distancia ainda me dão medo :D
Hahaha, pois é! Estamos descobrindo que pra “transmimentos de pensação” não há distância! ;p
Meu Deus menina! Que talento é esse?! :D
Tô aqui babando com a qualidade desse texto. E minha cabeça fazendo gesto de sim até agora. O tempo é o que torna o amor completo e dá a possibilidade deste ser demonstrado. De longe ou de perto, o tempo em que duas pessoas passam juntas é o que dá valor ao sentimento que elas carregam.
Desculpe, mas preciso postar isso lá no meu blog! Hehe! Vou dar um CTRL+C-CTRL+V na cara de pau!
Bjin!
Você não faz nem idéia de como comentários como esse seu fazem a minha semana! :)
Pra mim é uma honra ter você copiando um texto meu pro seu blog, já que os seus já passaram aqui pelo meu em mais de uma ocasião!
Beijinhos.
Adorei esse texto! De fato, realmente o tempo é bem mais preciso já que sem ele nada podemos ter, nem sentir, dependemos dele. Lá na faculdade em uma das aulas de filosofia estávamos discutindo exatamente sobre isso, é algo que temos mesmo que pensar e refletir..
Bjoo
Que coincidência vocês terem discutido o mesmo assunto recentemente! Aliás, Filosofia é tudo de bom, né? Eu tinha vontade de me formar em Filosofia, mas não quero morrer de fome, rs! ;p
Beijinhos.
Lindo demais!
A coisa que eu mais preciso nessa vida é tempo, mesmo quando ele parecia estar à mão ainda não parecia suficiente…
Realmente, acho que nunca é suficiente. Quanto mais se tem, mais se precisa ter… :(
Beijinhos, flor!
Oi Brenda!
Como da forma como já consegue introduzir cada personagem de forma significativa e em poucas linhas. De facto, as historias so cativam o leitor quando este consegue ‘se preocupar’ com o personagem e voce consegue fazer com que a gente se preocupe e tenha curiosidade em saber mais.
Parabens também por já nos conseguir dar uma ideia menos abstracta de passagem temporal bem como espacial, continuando a manter o fio contudo de subjectividade que dominam as suas historias com ‘pode ter sido num ano qualquer e com qualquer pessoa’, mas agora conseguimos nos focar numa ‘sala de aula onde se aprende literatura’ (anos da adolescencia ou inicio de fase adulta) e ‘uns anos depois’.
Parabens, esta no bom caminho! ;)
Obrigada, Vanessa!
Seus comentários, cheios de dicas super úteis, são sempre importante pra mim… Saber que estou melhorando é ainda melhor!
Beijinhos, flor!
PS: a primeira palavra do meu comment era p ser “GOSTO” (sorry)
Hahaha, sem problemas! ;)
Brenda, você me deixou sem palavras com esse texto! Que coisa mais linda, amei!
Nunca tinha reparado na letra de Bless the broken road, mas quando li esse trecho fui perguntar pro Google e tive que ouví-la na hora. Ainda bem que tenho todo o Wow Hits 2008 no meu celular, rsrsrs. Linda música.
Beijos, linda!
Ah, “Bless The Broken Road” é uma das minhas músicas preferidas! Acho a letra tããão perfeita! :)
Fico muito feliz por você ter gostado tanto do texto!
Beijinhos, flor!
ahhh o tempo, adoro divagar sobre…. nao tinho lido esse seu texto. Gostei gostei gostei!! :)