- A Sunny Place.

A vida, do jeitinho que eu a enxergo, no meu canto ao Sol. ;)

Black Saturday domingo, 07/02/2010

O Estado de Victoria, onde a cidade de Melbourne (Austrália) fica localizada, é o lugar com maior tendência a queimadas no mundo inteiro, de acordo com informações do Melbourne Museum. Apesar disso, os incêndios florestais que aconteceram há exatamente um ano atrás, em 7 de Fevereiro de 2009, foram ainda mais devastadores – tanto que acabaram conhecidos e relembrados como Black Saturday (Sábado Negro). Australianos espalhados pelo país pararam hoje em algum momento para relembrar as 173 vítimas, os 414 feridos e inúmeros outros que perderam suas casas e posses. Durante o culto da tarde na Planetshakers, por exemplo, a igreja inteirinha deu as mãos para orar pelos corações daqueles envolvidos na tragédia.

Apesar desta ser uma data triste, precisamos ressaltar que em tudo há um lado bom. Cinco meses depois das queimadas, passei pelo local mais afetado pelos bushfires, a caminho de Mt. Buller, e fiquei emocionada ao ver que ainda haviam equipes tentando colocar tudo de volta ao seu lugar. Mais emocionada porém fiquei quando vi que, saindo dos troncos negros de fuligem estavam ramos verdíssimos, recém-nascidos. De acordo com dados do Melbourne Museum e da BBC News , queimadas são ironicamente benéficas às florestas porque ajudam na decomposição de matéria orgânica no solo e também a fortalecer as árvores.

 

 

O que importa, no fim das contas, é que a natureza foi criada por Deus com uma capacidade inigualável de recuperação. Leva tempo pra achar a vida nova dentro de um galho, tanto quanto uma estrela do mar para reconstruir um braço perdido ou uma pessoa para superar os efeitos de suas tragédias pessoais. Leva tempo. Mas tudo se cura, tudo renasce, tudo se reconstrói. Oremos para que os envolvidos em qualquer um dos quarenta focos de incêndio daquele dia possam ver novos ramos verdes em si mesmos tão rapidamente quanto nessas árvores. Oremos.

Brenda Nepomuceno

 

Querido Dicionário, sexta-feira, 05/02/2010

Há pouquíssimo tempo atrás eu o subestimava. Ou talvez eu pensasse que meu conhecimento gramatical bastava a mim mesma. Em qualquer das hipóteses, o que vale ressaltar é que não lhe dei a devida importância. Foi só quando me vi obrigada a mudar para um país que não falava a minha língua que você acabou se tornando meu melhor amigo. Dicionário Inglês-Português, acompanhando-me do supermercado à escola; da lição de casa aos momentos de lazer lendo um livro ou assistindo um filme. Quando aceitei que já tinha um conhecimento ao menos decente em relação à essa língua, passei a necessitar sua assistência ainda mais: pra melhorar minha escrita, meu vocabulário, minhas formas variadas de expressão.

E foi no meio desse treinamento intensivo de Inglês lado-a-lado com você que acabei requerendo a ajuda do seu irmão – sim, um dicionário estritamente de Português. Chegou um momento em, que embora compreendendo você, o irmão Aussie, acabei sem conseguir recordar-me do exato termo que seu irmão Brasuca entenderia. Aí não tive outra escolha: aceitei-o como o meu outro melhor amigo. Hoje em dia, vivemos juntos, nós três. Eu, com a minha prepotência em pensar ser uma boa conhecedora de qualquer um desses idiomas, você com seu conhecimento infindável da Língua Inglesa e seu querido irmão sabido no quesito das infindáveis regras da minha língua nativa.

Prometo jamais subestimá-los outra vez ou pensar que eu sei mais do que vocês. Afinal, acredito que aqueles que mais sabem são os que mais assumem não saber, e quanto mais eu perceber que não tenho tanto conhecimento lingüístico quanto gosto de acreditar ter, mais passarei tempo na companhia de vocês, aperfeiçoando a paixão da minha vida: escrever.

Querido dicionário, obrigada por existir. E Professor Pasquale, você é o meu herói. ;)

Brenda Nepomuceno

 

Sobre Como Eu te Escrevo quarta-feira, 03/02/2010

Arquivado em: Atualidades, Diário — Brenda Nepomuceno @ 03:32

“Tenho escrito muitos e-mails pra você. E-mails que você nunca irá ler. Apenas pelo motivo que eu não quero que você leia. As vezes escrevo apenas duas linhas. Talvez um dia eu tenha coragem suficiente pra mandar, mas pelo jeito vai apenas permanecer nos meus rascunhos. Agora nem faço mais questão de que você leia. Escrevo apenas pelo vicio de por em palavras o que eu sinto. É isso mesmo. É muito mais vicio do que vontade que você saiba o que acontece. Te escrevi cartas também. Uma pilha delas. Sobre todas as coisas do mundo. Sobre a minha solidão de você, principalmente. Te escrevi bilhetes que possivelmente colocaria escondido na sua carteira pra você achar dias depois. Nada que fosse te matar de amores, mas por alguns poucos segundos você iria me amar mais que o normal. Te escrevi frases de amor clichês. O amor é clichê. Mas dizer que o amor é clichê, que é clichê. Sou clichê por você. E por mim tudo bem, nunca entendi muito bem porque as pessoas tem mania de dizer que tudo é clichê. Te escrevi músicas, poemas, versos, rimas. Todas colocadas na minha parede. Só pro caso de um dia você aparecer sem avisar querendo um abraço meu, ou só um copo d’água. Por mim tudo bem isso também. Te escrevi centenas de coisas que nunca te deixarei ler. Escrevi com muita raiva e muito amor, coisa que não quero que você sinta mais. Só queria te avisar que te escrevi em todos os lugares possíveis. Te escrevi na minha pele, na minha vida, no meu coração, na minha alma. Tudo clichê. Te escrevi de todas as maneiras que sei. Te implorei perdão em quase todas as vezes. Te pedi pra voltar e ficar. Te pedi pra partir de uma vez. Te pedi pra me amar e odiar. Pedi nossa revolução de volta. Eu te escrevi amontoados de cartas, uma pra cada besteira, uma pra cada amor, uma pra cada perdão. Coisas que você jamais lerá, coisas que jamais terei coragem de te mandar. Jamais terei coragem de apertar “enviar” ou ir até o Correio. Eu te escrevi cartas quilométricas que hoje contam a história da minha solidão de você. E por mim tudo bem.”

CAROLINA NUNES

Outro daqueles textos de autores alheios, que encontrei e amei, mesmo não sendo um reflexo da minha vida pessoal, rs. Li no blog da autora e achei uma graça, super sincero. Quem nunca escreveu uma carta que não mandou, só pelo vício de traduzir sentimentos em palavras alinhadas que atire a primeira pedra! ;)

(Sim, só postando pra pedir desculpas pela sumidinha… e pelas eventuais futuras ausências. Resolvi estudar de verdade no terceiro ano pra ter uma nota estratosférica no “vestibular” daqui… Mas o blog – escrever! – continua sendo minha maior prioridade, ok? Boa volta às aulas pra todos!)

Brenda Nepomuceno

 

As Vantagens de Morar em Melbourne sábado, 30/01/2010

Notícia mais comentada no momento: Tiago Fernandes, brasileiro de 17 anos, vence o Grand Slam Junior no Australian Open, um dos maiores eventos do Tennis no mundo inteiro. E por que é que estou escrevendo sobre isso, quando esportes e eu temos um relacionamento eu na minha, ele na dele, e nossas vidas nunca se cruzando tão perfeito? Bom, é só que nessas horas morar aqui é ainda mais vantajoso. Não pra mim, pessoalmente, por toda essa relação de amor e ódio (não, é só ódio mesmo) com tudo quanto é exercício físico e suas ramificações, mas para os meus pais, completamente deslumbrados pelo campeonato, é fantástico. Minha mãe, por exemplo, hoje pôde blogar sobre a vitória do conterrâneo e colocar a foto que tirou com ele durante a semana, quando assistiu (e torceu que nem doida, junto com uma turma de amigos brasileiros) a um dos jogos dele.

Mas como eu não sou a pessoa mais indicada pra falar do tema, especialmente considerando que meus pais não podem ficar nem mesmo no mesmo andar quando os jogos passam, por torcerem um contra o outro (sim, eu tenho que ouví-los gritando “tome, Cassius!”, “torce pelo seu jogadorzinho songo, Carol!”), de tanto que amam o esporte e essa temporada, aconselho todos a passarem lá no blog da minha mãe pra saber mais. Tanto sobre o acontecimento quanto sobre como é bom morar aqui, é claro!

Afinal, se é sobre a Austrália, sobre o Brasil, o Corinthians, a Austrália no Brasil, ou o Brasil na Austrália, vocês podem ter certeza que minha mãe blogará. ;)

Brenda Nepomuceno

 

C.S. Lewis Song quinta-feira, 28/01/2010

Ainda no espírito da epifania e de conhecer sua própria essência, tenho que confessar que Brooke Fraser é quem está segurando minha onda na última semana, se encaixando perfeitamente nos temas dos últimos posts. Já tinha ouvido as músicas dela vez ou outra; já tinha me encantado com as letras que são daquelas de quem realmente sabe escrever uma canção; já tinha ido numa gravação da Hillsong que não estava me empolgando nem um pouco… até ela subir no palco e eu ver a presença de Deus descer de uma maneira toda especial através da voz, das composições e da humildade dela, mas nunca tinha deixado suas músicas no repeat. Como nada é à toa, foi justamente nessa semana que “resolvi” não conseguir parar de escutá-la, e a cada vez que o faço me sinto mais próxima de Deus, me encanto com mais outra frase cantada… Quem segue o meu Twitter é que já deve estar cansado de tanto que eu tenho “twittado” as letras dela! ;)

Mas a que mais tem se encaixado nesses dias pra mim é a C.S. Lewis Song (“Canção do C.S. Lewis”). Coincidentemente, considero C.S. Lewis (sim, ele é o cara que escreveu As Crônicas de Nárnia) uma das mentes mais brilhantes e cristãs que já passaram por essa terra, e acho que Brooke captou isso de maneira especial. A letra é linda, a melodia encaixa perfeitamente e eu tenho vontade de me ajoelhar e orar a canção toda vez que a ouço…

“Se encontro em mim / Desejos que este mundo não pode satisfazer / Só posso concluir / Que eu, eu não fui feita pra ele / Se a carne contra quem luto / É na melhor das hipóteses só leve e momentária / Então é claro que me sentirei nua / Quando comparada ao lugar pra onde estou destinada // Fale comigo na luz da alvorada / A misericórida vem pela manhã / Eu vou suspirar e gemer com toda a criação / Enquanto espero que a esperança venha a mim // Estou perdida ou apenas menos achada? / Andando certa ou torta no caminho errado? / Existe uma alma me comovendo / Se libertando, querendo vir à vida? / Porque o meu comforto preferiria que eu estivesse anestesiada / E evitar o nascimento iminente / De quem eu nasci pra me tornar // Fale comigo na luz da alvorada / A misericórida vem pela manhã / Eu vou suspirar e gemer com toda a criação / Enquanto espero que a esperança venha a mim // Porque nós, nós não estamos aqui por muito tempo / Nossa vida é uma brisa / Então é melhor que a respiremos  / E eu, eu fui feita pra viver / Eu fui feita pra amar / Eu fui feita pra Te conhecer // A esperança está vindo a mim / Esperança, Ele está vindo pra mim / A esperança está vindo a mim / Esperança, Ele está vindo pra mim // Fale comigo na luz da alvorada / A misericórida vem pela manhã / Eu vou suspirar e gemer com toda a criação / Enquanto espero que a esperança venha a mim / A mim, a mim, a mim.”

Brenda Nepomuceno

 

Essência quarta-feira, 27/01/2010

“Estudando o livro de Efésios, escrito por Paulo através de inspiração divina, me admirei com a convicção que o autor tem sobre quem ele é. Logo no início ele diz, para iniciar a carta aos efésios: ‘Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, aos santos e fiéis em Cristo Jesus que estão em Éfeso.’ (Efésios 1:1) Então estive pensando como eu me apresentaria no lugar de Paulo, o que eu teria pra falar de mim com tanta clareza e convicção… E além disso, será que poderia apresentar quem eu sou sendo isso ‘pela vontade de Deus’, como ele diz?

Eu sinceramente quero saber quem eu sou. E só de pensar que talvez eu nunca tenha sido quem realmente sou…! Porque eu sou de verdade aquela com a qual Deus sonhou antes de nascer; Ele sonhou comigo, com cada detalhe, e então me criou, e me criou pra ser como ele sonhou. Além disso, se Deus me criou por um propósito, só poderei cumprí-lo quando for eu mesma, pois esse propósito foi designado a mim, e não pra outra pessoa que eu tentar ser, ou outra pessoa que o mundo e suas influências desejam que eu seja!

Isto é um mistério, e se tenho tido conhecimento disso, acredito que devo seguí-lo, e seguí-lo até descobrir quem sou. Acredito que isso é um mistério revelado aos escolhidos, porém os escolhidos escolhem se querem acreditar nisso ou não. Eu não quero perder o privilégio de viver o sonho de Deus pra minha vida, por isso escolho acreditar e conhecer os mistérios dos mistérios, a verdade da verdade, as profundas riquezas do saber e do conhecer, coisas que vão além do que se pode ver.

 ’E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo. Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade.’ (Efésios 1:9,11)

‘Então você entenderá o que é justo, direito e certo, e aprenderá os caminhos do bem. Pois a sabedoria entrará em seu coração, e o conhecimento será agradável à sua alma. O bom senso o guardará, e o discernimento o protegerá.’ (Provérbios 2:9-11)

Eu quero aprender a verdade e basear toda a minha vida nela. Então, tudo o que eu faço e as minhas músicas serão úteis, porque soarão a verdade que tem sido calada pela superficialidade em que a maioria das pessoas têm vivido, por não entenderem que existe algo mais profundo do que seus objetivos banais. A verdade é que se entendermos o que está por trás do que os olhos podem ver, não ficaremos mais presos em futilidades, não viveremos mais apenas para alcançar objetivos que em pouco tempo perdem o valor que tinham, nos libertaremos de um ciclo monótono em que satisfazemos nossos desejos e procuramos prazer em coisas que jamais poderão preencher o espaço vazio dentro de nós. Ele somente é preenchido com a essência que nos enche quando somos nós mesmos, a essência que nos transborda de dentro pra fora,quando não nos importamos com as coisas exteriores, mas com o que temos dentro de nós. E o que temos dentro de nós é invisível e mais importante, porque quando conquistamos o nosso interior, os fracassos exteriores não podem nos abalar. A essência é o nosso alicerce.”

MEL BELLIERO

 

E eu só tenho que agradecer a Deus por ter amigas como ela, que me mandam um e-mail desses (o texto ainda tinha no mínimo outras quatro páginas!), que calam minhas dúvidas e acalmam meu coração. De fato, precisamos ser quem somos, porque a forma como Deus nos criou é mais importante do que a forma que queremos ser. E é engraçado como às vezes você acaba percebendo que é isso mesmo que precisa entender naquele momento, porque como se não bastassem os e-mails das suas melhores amigas, um dos seus amigos ainda te manda escutar essa música: Exceptional, da JoJo. Leiam a tradução, entendam quem são (ok, talvez seja querer de mais que isso aconteça apenas vendo a letra de uma música, mas vocês sabem o que eu quis dizer!) e assim poderão se desprender dessas crises de identidade que nos impedem de focar em coisas mais importantes (conforme a sabedoria das palavras de Leslie Ludy – um mega obrigada à Mima pelo e-mail!).

E de alguma forma estou achando que não teve o menor sentido algumas das coisas que falei. Se for assim, desculpem. ;)

Brenda Nepomuceno

 

Livre – A História de uma Epifania segunda-feira, 25/01/2010

Eram seis da manhã e eu ainda não tinha conseguido dormir. Meu quarto já começava a ser iluminado pela claridade da manhã do dia seguinte quando ouvi passarinhos cantando e minha mente já repleta de pensamentos frenéticos conseguiu produzir ainda mais um: “como é que os passarinhos sabem exatamente a hora de acordar e sair cantando por aí?” Parecia ser apenas mais uma divagação aleatória, mas não; era bem como eu me sentia. Como é que os passarinhos sabem a hora de acordar e sair cantando por aí? Como é que o rio sabe pra onde correr? Eles apenas sabem. Como é que eu sei que isso é o certo, que é o que Deus tem pra minha vida e que vai acabar tudo bem no final? Eu apenas sei.

E é incrível como tudo acontece de uma vez só, como se as portas dos Céus tivessem se aberto e você pudesse enxergar tudo com uma clareza única pela primeira vez em sua vida. E por mais que doa, vem junto com a dor aquele sentimento de paz inexplicável por saber que é o certo. Que agora sou finalmente livre pra ser quem Deus quer que eu seja, onde quer que Ele quer que eu esteja, quando Ele quiser que aconteça. É libertador.

E no meio de tudo isso, vejo postarem no Twitter: “Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão”. Mas ao contrário da “tia” Clarice, hoje posso falar a mesma frase num tom de deslumbramento por essa responsabilidade e pelas oportunidades que a liberdade da mesma me trazem. Está tudo entrando nos eixos, fazendo sentido.

Vai deixar uma marquinha profunda no coração? Pra sempre, mas não me arrependo de nada. Entretanto, a vida viverá. E com ela virão os novos sonhos de Deus, novas aventuras, outras vezes em que terei que me arriscar e me apegar tanto assim. É uma das maravilhas de ser um ser humano que respira. E de vez em quando, até o Orkut é sábio: “Sorte de hoje: Sua vida é limitada. Não perca tempo vivendo a vida de outra pessoa”. Então olá de volta, dona Brenda. É bom te ver por aqui de novo, na versão revista, atualizada e amadurecida. E inteira novamente.

Moral da história: Às vezes você não recebe o que quer. Mas às vezes é exatamente assim que nos tornamos livres pra ser quem Deus quer que sejamos – e eu desejo a todos vocês essa mesma epifania. :)

“Elas não são palavras inúteis. São a sua vida.”
(Deuteronômio 32:47)

Brenda Nepomuceno

 

Como Crepúsculo Deveria Ter Acabado quinta-feira, 21/01/2010

Vi no blog da Mima, amei e dei tanta risada que resolvi legendar e colocar no Youtube. O filme teria sido mil vezes melhor assim (mesmo eu amando a história do jeitinho que ela é!), ha ha ha! ;)

Brenda Nepomuceno

 

Não Soltar os Cavalos quarta-feira, 20/01/2010

Arquivado em: Diário, Imagens, Textos e Poesias — Brenda Nepomuceno @ 12:55
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“Como em tudo, no escrever também tenho uma espécie de receio de ir longe demais. Que será isso? Por que? Retenho-me, como se retivesse as rédeas de um cavalo que pudesse galopar e me levar Deus sabe onde. Eu me guardo. Por que e para quê? Para o que estou eu me poupando? Eu já tive clara consciência disso quando uma vez escrevi: ‘é preciso não ter medo de criar’. Por que o medo? Medo de conhecer os limites de minha capacidade? Ou medo do aprendiz de feiticeiro que não sabia como parar? Quem sabe, assim como uma mulher que se guarda intocada para dar-se um dia ao amor, talvez eu queira morrer toda inteira para que Deus me tenha toda.”

 CLARICE LISPECTOR

 

Looks do Globo de Ouro 2010 segunda-feira, 18/01/2010

Eu sou meio apaixonada pela temporada de Premiações, nem tanto pelos shows em si, mas pelo desfile de moda que acontece sempre no tapete vermelho. No Domingo à noite, dia 17, aconteceu o Golden Globe Awards, o Globo de Ouro, que premia não só filmes como artistas da TV em geral. No tapete vermelho, porém, o que mais se via eram guarda-chuvas e vestidos com a barra molhada – está chovendo bastante. Pelo menos, deu uma variada àquelas fotos sempre iguais… E aqui está o que eu pensei sobre alguns looks da noite. (As fotos aumentam se clicar nelas!)

 

    

Cameron Diaz estava maravilhosa de vermelho com ombreiras, num estilo bem glamour da antiga Hollywood. Nicole Kidman seguiu a mesma linha, e adoro quando ela usa esse estilo que lembra seus dias de Moulin Rouge! - embora o vestido tenha “fru-frus” demais pro meu gosto. (Ah! E um sutiã faria um bem danando também!) E a fofa da Lea Michelle, que infelizmente não ganhou o prêmio ao qual estava indicada por seu papel em Glee, embora sendo criticada pela cópia escolha “Joliesca” (Quem lembra do combo decote princesa preto + esmeraldas da Angelina no Oscar do ano passado?), estava vivendo seu dia de princesa, toda linda.

 

   

Amy Adams, pra mim, ganhou o título de grávida mais linda do mundo e bônus de reconhecimento pela combinação dos acessórios laranja brilhantes. Outra gleek princesa foi a Dianna Aragon, que deu continuidade à sua tradicional perfeição. Já a Anna Paquin demonstou como detonar um look que poderia ter sido um show: (e não, nem foi por causa dos dentes dela!) combinou sandálias super pesadas, pretas ainda por cima!, com um vestido de paetê douradas. O resultado foi trágico.

 

   

Ok, Julia Roberts, nós sabemos que você tem muito bom gosto, mas custava se vestir menos “vamos passear no shopping enquanto Seu Lobo não vem?” e usar um longo, pelo menos, pra apresentar o prêmio de Melhor Drama do Ano? A Kristen Bell foi outra se aventurando com algo mais curto – nada contra, ela estava maravilhosa do mesmo jeito. Eu só acho que se é uma noite dessas, mesmo querendo colocar as pernocas de fora, não custa nada copiar a Jennifer Aniston, deslumbrante nesse longo preto.

 

   

Se alguém souber o que é que passou pela cabeça da Chloe Sevigny pra se afogar em tantos babados assim, tanto na frente quanto atrás, por favor, me contem! (Confesso que me decepcionei quando, apesar de tropeçarem no vestido dela quando foi receber seu Globo de Ouro, não o rasgaram.) E amo a Jayma Mays (assiste Glee? Então você sabe que não tem como não amar!), mas amor foi o contrário do que senti por essa saia cheia de círculos. Talvez se fosse inteira preta… Outro vestido que eu poderia ter gostado foi o da Drew Barrymore, se tivesse essa… essa… anêmona (!!!) de brilhinhos só no ombro. Aliás, até hoje eu não entendo o que faz pessoas usarem vestidos que aumentam o quadril…

 

   

Outra coisa que não entra na minha cabeça é colocar cintos em vestidos de festa, como o da Maria Menuonos. (Que numa rara exceção que não justifica minhas dúvidas quanto à combinação, estava lindo.)  Porque, pra mim, cinto e vestido só se for como a Meryl Streep usou, mais casual, mas ainda muito elegante. Aliás, elegância é personificada em Helen Mirren – não é à toa que ela protagonizou A Rainha, né?

 

   

Eu sei que o da Sandra Bullock tá parecendo vestido da “Amiga Modas” (quem mora em Jundiaí sabe do que eu tô falando :S), mas eu amei, especialmente as costas, transparente como a saia. Outra que conseguiu ficar linda apesar do vestidinho sem muita graça foi a Fergie – e a barra molhada não ajudou em nada também. Já a Jennifer Garner estava maravilhosa – brilho dos pés à cabeça; preciso dizer mais alguma coisa?

 

    

A Kate Hudson era a noiva mais bonita de lá, do vestido aos sapatos - mas espera aí, ela não estava casando; só estava apresentando um dos prêmios! A Lauren Graham é uma das pessoas mais lindas do mundo (como já foi provado vendo como ela ficava mais linda a cada temporada em Gilmore Girls) e estava uma graça naquele vestido rosa. E a Kate Winslet, sempre oito ou oitenta, dessa vez acertou em cheio: simples, elegante… e preto.

 

   

E, finalmente, os meus preferidos da noite: eu sei que vão praticamente me linchar quando eu escrever isso, mas me apaixonei perdidamente pelo vestido da Zoe Saldana – a cor, os babados parecendo retalhos… E com essa pele linda dela ficou ainda mais espetacular! Outra que me encantou (mas sou suspeita pra falar porque a acho maravilhosa até quando ela não está) foi a Reese Witherspoon, super clássica de azul marinho. Sem contar que ela brilha sozinha; é tão radiante que o rosto e o cabelo dela chamavam mais atenção do que o vestido. E se a perfeição existiu naquele tapete vermelho, foi na pessoa da January Jones – a mais de tirar o fôlego da noite inteira. Da cabeça (com essa faixa perfeita!) aos pés, literalmente; só provando que menos é sempre mais.

Brenda Nepomuceno