É, FICOU UM POST ENORME. MAS O ASSUNTO VALE A PENA! ;)
Interrompendo a Semana “Sydney Impressiona” (mas não se preocupem porque ainda faltam alguns posts), eu tive que vir contar sobre “Lua Nova”! Uma das muitas vantagens de morar na Austrália é viver no futuro. Embora a maioria dos filmes leve meses pra chegar aqui (e não me pergunte o por que – permanece um mistério pra mim até hoje!), grandes estréias mundiais como a sequência do blockbuster “Crepúsculo”, chegam aqui na data – se não antes, como foi o caso desta vez. Noite passada foi a pré-estréia do filme, meia-noite do dia 19. Fantástico, é o que tenho a dizer. Mas não foi só o que eu assisti, nem o lugar em que foi exibido ou as pessoas com quem eu estava que tornaram aquele num dia inesquecível… foi a minha própria burrice.
Simples assim: compramos ingressos para a sessão especial da meia-noite, na Mansão de Werribee – na verdade, uma sessão dupla: primeiro uma reprise de Twilight às 21:00h e então New Moon às 00:01h – ao ar livre, sob as estrelas, com aquele prédio maravilhoso ao fundo. Acordei toda empolgada, só pra blogar, me arrumar e sair. Pois bem, peguei um trem, encontrei minha amiga e fomos juntas até lá, só pra descobrirmos, quando faltavam 15 minutos pros portões abrirem, que eu, burra, tinha esquecido os ingressos em casa. Aham, podem acreditar. E tínhamos levado uma hora e meia pra chegar lá. Pânico total, muitas ligações pra minha mãe e um belo chororô depois, pegamos um táxi de volta pra minha casa, pegamos os ingressos e voltamos pra lá. E tudo só pra descobrir que só estávamos com um par de ingressos. Aham, drama total. Cinco minutos tentando convencer a mulher do portão de que tínhamos os ingressos (só que em casa :S) e ela finalmente nos deixou entrar, nem dez minutos após o início do primeiro filme – o Edward nem tinha aparecido pela primeira vez ainda! :D
*A PARTIR DAQUI, SPOILERS SOBRE O FILME. QUER SER SURPREENDIDO NA ESTRÉIA? ENTÃO PULE ESSA PARTE!*
Assistir o primeiro filme foi ótimo pra relembrar, considerando que eu só tinha assistido uma vez antes (é, prefiro mil vezes os livros), mas “Lua Nova” foi um show à parte, desde bem no comecinho, quando aparece uma lua dourada maravilhosa, que vai gradualmente sendo obscurecida pra mostrar o título. Fantástico. Fiquei surpresa ao ver a Bella correndo em Volterra logo no primeiro segundo de filme – mas é claro que era só um dos sonhos dela. Essa sequência tem uma vibe bem mais feliz, com a Kristen Stewart falando como uma pessoa viva, e não aqueles sussurinhos roucos do primeiro, até mesmo quando ela está em depressão. Aliás, minha decepção foi perceber que só dez minutos tinham se passado quando a festa de aniversário da Bella começou – o que é, claro, seria sucedida pela tragédia da Saga, quando o besta do Edward vai embora. Achei que iria morrer de chorar quando ele falasse “eu prometo que esta é a última vez que você me verá”, mas os (quase) soluços vieram mesmo algumas cenas depois, com a protagonista deprimida, sentada na janela, enquanto a câmera gira e os meses – “Outubro”, “Novembro”, “Dezembro” – aparecem na tela, ao som da narração da própria Bella.
Um dos melhores aspectos do filme, na minha opinião, é que ela, na verdade, passa o filme inteiro narrando a história através de e-mails (que incluem a frase mais triste do filme – “a ausência dele está em todos os lugares que eu olho. É como se um buraco enorme tivesse sido cavado no meu peito.”) que ela manda para a Alice. É, isso não existe no livro, eu sei. Aliás, muita coisa não é fiel ou tão bem retratada quanto no original – e é provavelmente por isso que amei essa adaptação, já que odeio aquele livro depressivo. Uma das coisas é o próprio Jacob e o relacionamento dele com a Bella. No filme, ele é menos “nem aí”, sarcástico e muito mais vulnerável, como um menino de 16 anos mesmo, do que no livro, o que o torna muito mais apaixonável. Eu, que detestava ele, acho que não só gosto como o entendo agora. Acho que às vezes é preciso experimentar pra entender…
Ele e a Bella ficam muito mais grudadinhos, quase se beijando várias vezes. E embora isso (quase) faça com que ela pareça muito sem vergonha, acho que no filme é muito mais claro como ela não está exatamente incentivando ele… Pelo menos, não tanto. Tudo bem, estou defendendo a Bella – que milagre! Mas dá pra compreender todo mundo muito melhor agora, pelo menos é o que eu acho. Não sei se foram as mudanças no filme ou em mim, mas que eu consigo me identificar muito mais agora, isso é verdade.
Embora tenha uma duração de duas horas, “Lua Nova” parece contar a história toda com muita pressa, o que fez com que algumas alterações imprescindíveis acontecessem. Como deu pra ver no trailer, ela não só ouve como vê o Edward toda vez que se coloca em perigo; a melhor cena do livro, quando eles voltam da Itália no avião e ela acha que está sonhando, não existe; e muitos outros detalhezinhos. Mas eles compensaram.
A Dakota Fanning no papel da Jane é absolutamente fantástica, com uma autoridade e (uma falta de) expressão absurdas. Quando a Bella se afoga e está lá boiando, o Edward aparece boiando também, com um braço tocando sua amada, na cena mais impressionante do filme inteiro. O confronto dos Cullen com os Volturi (que são todos fantásticos, na verdade) é muito melhor do que no livro, com a Bella implorando pra dar sua vida no lugar do amado dela. O Edward, quando liga pra saber se ela tinha morrido mesmo, aparece na frente de uma janela de cara pro Cristo Redentor, no Rio. E é claro, a última cena do filme, quando ele a pede em casamento, é o final perfeito. Fiquei perdidamente apaixonada por tudo, tudo mesmo! :D
*OS SPOILERS ACABAM AQUI.*
Resumindo, “Lua Nova” é mil vezes melhor que “Crepúsculo” e todo mundo deveria conferir na primeira sessão possível! :D
Brenda Nepomuceno